Substâncias químicas cancerígenas nas gorduras e óleos: aflatoxinas e benzo(a)pireno

Este é um resumo do Boletim de Segurança Alimentar (112ª edição, novembro de 2015) do Centro de Segurança Alimentar de Hong Kong.

As aflatoxinas e o benzo(a)pireno são as duas principais substâncias químicas cancerígenas presentes principalmente nas gorduras e nos óleos.

Aflatoxinas

Grupo de micotoxinas altamente tóxicas produzidas por fungos (4 tipos principais: B1, B2, G1, G2)

Cancerígenas (Grupo I da OMS – IARC*) – O fígado como principal alvo

A prensagem de culturas oleaginosas contaminadas, como o milho, o amendoim e outras oleaginosas, resulta na presença destas substâncias no óleo.

São quase completamente removidas pelo processo de refinação do óleo, MAS o armazenamento e manuseamento adequados ainda são importantes para minimizar o risco, por exemplo, mantendo baixos níveis de humidade para evitar o crescimento de fungos relacionados e a produção de aflatoxinas.

Comentário da Enjoi: O armazenamento adequado é extremamente crucial para a qualidade do óleo. Não arrisque a sua vida com fornecedores de óleo pouco fiáveis. A Enjoi promove uma melhor rastreabilidade do azeite e oferece formação aos compradores de supermercados e aos chefs de hotéis e restaurantes. Os azeites australianos premium da Enjoi – canola, girassol com alto teor de ácido oleico e azeite virgem extra – são produzidos segundo padrões rigorosos, sendo, por isso, opções saudáveis.

Benzo(a)pireno, B[a]P

Tipo de Hidrocarbonetos Aromáticos Policíclicos (HAP)

Cancerígeno (Grupo I da OMS – IARC*)

Omnipresente no ambiente, MAS formado através de determinados métodos de processamento/cozedura, como churrasco, fumagem, secagem, torrefação, fritura ou grelha.

A ocorrência nos óleos está principalmente relacionada com os processos de secagem das oleaginosas, onde os gases de combustão podem entrar em contacto com as mesmas.

A vigilância local e internacional demonstrou que certos tipos de óleos podem conter níveis mais elevados de B[a]P, como o óleo de amendoim, o óleo de milho, o óleo de grainha de uva, o óleo de girassol e o óleo de bagaço de azeitona.

A utilização de carvão ativado durante a refinação do óleo é uma forma de reduzir os HAPs após a secagem direta.

Os níveis de B[a]P nos óleos podem ser bastante reduzidos após os processos de refinação, MAS o nível final dependerá das condições em que ocorre a refinação e do controlo de qualidade.

Comentário de Enjoi:

Para além da escolha de tipos de óleos com menor risco, o nível de B[a]P depende, em última análise, do processo de refinação e do controlo de qualidade. Por isso, a qualidade do trabalho da empresa produtora de óleo deve ser a sua principal preocupação. Escolha o seu fornecedor de óleo com sabedoria! Óleos saudáveis- Vida saudável.

*OMS – IARC = Organização Mundial de Saúde – Agência Internacional para a Investigação do Cancro

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